USHUAIA - Duas Rodas e Um Sonho - Dia 8

Ushuaia – Duas Rodas e um Sonho
Dia 8 - Chegando a Ushuaia
De: Rio Gallegos - AR
Para: Ushuaia - AR
Km do Trecho: 579
Km Acumulado: 4.975

Rio Gallegos - Ushuaia - Ripio
Eram 7:30 da manhã e a temperatura de 6 graus não refletia a sensação térmica provocada pelo forte vento logo cedo em Rio Gallegos confirmando a fama de “cidade dos ventos”.
Equipamentos de primeira linha de proteção contra chuva e frio fazem toda diferença em qualquer viagem de moto.
A primeira parada, foi na aduana Argentina/Chilena, que funcionam num mesmo prédio e onde realizamos os procedimentos de saída da Argentina e entrada no Chile. Muito papel, carimbos e burocracia.
Já em território Chileno pilotamos até o histórico Estreito de Magalhães a fim de pegar o Ferry Boat e efetuar a travessia do famoso canal, que une os oceanos Atlântico e Pacífico.
Ao nos aproximarmos do local de atracação da balsa, ventos fortíssimos sopravam sem cessar, com lufadas que jogavam com força as motos de um lado e de outro e era praticamente impossível parar em pé.
Aguardando na fila para entrada no Ferry - Estreito Magalhaes
O ferry boat se aproximou do ponto de atracação e lentamente fez a manobra final.
Não existe porto ou cais, a balsa encosta no barranco, baixam-se duas enormes pontes móveis que se apóiam sobre o asfalto da pista,  e por ali descem,  primeiro os caminhões e carros para depois, ser dado a ordem de embarque dos que estão aguardando.
As motos, são as ultimas a embarcarem.
O capitão do navio informou que, naquele momento, os ventos sopravam de sudoeste a 65 nós, ou 120 km/hora,  e durante toda a travessia do canal, que dura 40 a 45 minutos mais ou menos, tivemos que ficar ao lado de nossas motos segurando-as firmemente,  para não tombarem, tamanho era o balanço da balsa de um lado a outro, forçada pelas ondas e pela ventania.
Na descida, assim como na entrada, ventos a 90o. piso irregular, pedras e subida forte antes de atingir o piso da estrada.
Tocamos até Cerro Sombrero e abastecemos as motos até o limite máximo dos tanques no único posto existente, pois iríamos cruzar um longo trecho sem abastecimentos e rodando em estrada de chão, chamada de RIPIO.
A travessia do rípio foi arrepiante!
Seriam 136 km de estrada de chão batido, entre Cerro Sombrero e San Sebástian, a serem vencidos com muito vento e muitas pedras soltas.
Pela informação do frentista do posto, o melhor caminho a seguir seria direção a Onaissim, dobrando a esquerda em direção a San Sebástian.
Entre Cerro Sombrero e San Sebastian
Depois de 120 km chegamos a Aduana Chilena,  em San Sebastiam.
Aqui, diferente da aduana anterior, elas não funcionam juntas, primeiro se passa pela aduana Chilena para os procedimentos de saída do país, e só 13 km à frente, a aduana Argentina para a entrada.
Logo após a aduana Argentina, novamente encontramos o asfalto a 290 km do destino final, Ushuaia, o fim do mundo, agora já com lindas paisagens da Cordilheira dos Andes que a cada km ficava mais próxima e já da para ver seus picos brancos com a neve eterna.
Continuamos subindo e serpenteando a cordilheira rumo ao “Paso Garibaldi”, e em seguida, uma longa e sinuosa descida que leva direto a Ushuaia, que se descortina por de tras da cordilheira.
Passo Garibaldi - Ultima parada antes de Ushuaia
Após rodados 4.975 km, a placa na entrada da cidade, onde diz “ Bienvenidos a la ciudad más austral del mundo” foi local obrigatório de parada e foto.
Ushuaia Vista do Hotel
Ushuaia é uma cidade lindíssima e que vale muito a pena conhecer, ainda mais de moto.
Os próximos 2 dias seriam reservados para conhecermos a cidade.

S.Pires
Ushuaia - AR

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